Entregue ‘Prêmio Direitos Humanos 2018’ a Dr. Ilzver Matos, pesquisador do ITP

21/11/2018
Presidente em exercício, Rodrigo Maia, Dr. Ilzver Matos e o ministro Gustavo Rocha - Foto Luiz Alves/MDH
Presidente em exercício, Rodrigo Maia, Dr. Ilzver Matos e o ministro Gustavo Rocha - Foto Luiz Alves/MDH

Aconteceu na manhã desta quarta-feira, 21 de novembro, no 8° andar da Torre “A”, do Edifício Parque da Cidade Corporate, na Quadra 9 do Setor Comercial Sul, em Brasília, a entrega do ‘Prêmio Direitos Humanos 2018’ ao Dr. Ilzver Matos, pesquisador do Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP), único sergipano escolhido pelo Ministério dos Direitos Humanos (MDH) para receber a premiação. Dr. Ilzver Matos foi agraciado na categoria Liberdade Religiosa, pela defesa incansável da comunidade negra e das religiões de matriz africana no estado de Sergipe. O certificado da premiação foi entregue pelo presidente da República em exercício, o deputado federal Rodrigo Maia, e a honraria, pelo ministro Gustavo Rocha.

A solenidade foi marcada pela presença de diversas personalidades, a exemplo do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Tóffoli; da Procuradora Geral da República, Raquel Dodge; e do ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann. O evento integra as atividades pelas comemorações aos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), por isso, após a entrega dos prêmios, foi assinada a carta aberta “Empresas pelos Direitos Humanos”, que é um compromisso firmado pelo Estado brasileiro e empresas em favor da proteção desses direitos, cujo documento, que dá diretrizes às empresas participantes, foi inspirado pelos Princípios Orientadores aprovados pela ONU há sete anos. 

Solenidade foi conduzida pelo ministro Gustavo Rocha - Foto Luiz Alves/MDH

Os parâmetros a serem seguidos devem ser o de proteger, respeitar e reparar. Assinaram a carta os presidentes do BNDS, do Banco do Nordeste, da Petrobras, dos Correios e do STF; o vice-presidente de governo do Banco do Brasil e o diretor executivo da Caixa Econômica Federal. Outra atividade desta manhã foi o lançamento da Revista Científica de Direitos Humanos.

“Hoje é mais um momento de extrema felicidade em minha vida, e a confirmação de que segui o caminho correto. É inadmissível, e mais ainda, é muito triste que em pleno século XXI ainda tenhamos que defender arduamente a importância das cotas raciais na educação; que lutemos para que as pessoas tenham respeitado o direito constitucional de professar livremente a fé que escolheram abraçar. Mas, enquanto for necessário estarei nas trincheiras sempre do lado dos menos favorecidos, dos que precisarem de mais acesso, dos que sofrem por causa das desigualdades sociais”, declarou o homenageado. Para ter sido uma das 48 personalidades e entidades escolhidas pelo Ministério dos Direitos Humanos para receber o prêmio, Dr. Ilzver Matos precisou comprovar a relevante atuação na promoção de direitos em âmbito local, regional e nacional, conforme determinação do MDH por meio de edital nacional.

NOVA CONQUISTA

Hoje, dia 21 de novembro, saiu o resultado da seleção realizada em todo o país pela Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Ministério dos Direitos Humanos, para contratação de cinco consultores especializados, que irão elaborar relatórios de análise situacional das políticas públicas de igualdade racial dos Estados, Distrito Federal e municípios participantes do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (SINAPIR), e um dos cinco aprovados foi o Dr. Ilzver Matos. Dentre os requisitos obrigatórios para a aprovação estavam: possuir graduação na área de Ciências Humanas ou Ciências Sociais Aplicadas em Instituição de Ensino Superior reconhecidos pelo órgão competente do respectivo sistema de ensino; Mestrado em qualquer área de atuação; Experiência mínima de três anos em trabalhos relacionados com políticas afirmativas, direitos humanos ou lecionando disciplinas de Ciências Humanas ou Ciências Sociais Aplicadas em curso superior.

Já entre os critérios desejáveis para a aprovação estavam elencados: possuir doutorado na área de Ciências Humanas ou Ciências Sociais Aplicadas; Experiência na implementação de projetos de ações afirmativas e/ou voltados à população negra, quilombola, terreiros ou ciganos; Experiência na implementação de políticas públicas atuando em órgãos públicos; Experiência na realização de trabalhos de capacitação ou treinamentos de grupos em sala de aula.



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